Inclusão e Práticas Pedagógicas

terça-feira, 15 de agosto de 2023

O QUE É EMANCIPAÇÃO E COMO SE TORNA POSSÍVEL REALIZAR AVALIAÇÕES E INTERVENÇÕES EM CONTEXTO DE FORMAÇÃO

 


Caetano Luiz Foroni

 

Segundo alguns critérios e definições, educar é propiciar a alguém, situações necessárias ao desenvolvimento de sua personalidade. Educa-se para transformar, não as pessoas, mas a forma como veem e compreendem o mundo. É prestar auxílio na descoberta do que antes não era conhecido, pode-se promover a aptidão do exercício da inteligência.

Educar é promover a liberdade de pensar por si mesmo.  E, pensar, é uma atividade muito complexa, que demanda muito autoconhecimento e dedicação, é uma prática impertinente, que causa mais dissabores que prazeres, para os que valorizam a obscuridade da sapiência.

Transformar conhecimentos do simples para o complexo, clarear os raciocínios.  É ensinar a compreender as informações e retirar o véu que encobre a ignorância, emancipação é um ato de determinar a vontade de aprender.  A inteligência está na própria determinação, liberdade e vontade de aprender.

Já não é mais eficaz a contextualização avaliativa através da aquisição e acúmulo de fórmulas e conceitos, devemos avaliar o processo, o caminho da aprendizagem e sua efetividade.

Cabe aos educadores, atuarem como facilitadores dessa aprendizagem, como hábeis condutores na estrada para o caminho da informação e socialização. Dar voz e vez para experiências únicas construídas pela curiosidade juvenil e por seus rompantes de bravos descobridores das  verdades escondidas na sobriedade da sociedade acadêmica.  

 

REFERÊNCIAS

 

RANCIÈRE, Jacques. Uma aventura intelectual. In: _______. O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. Trad. Lílian do Valle. Belo Horizonte: Autêntica, 2002, p. 17-38.

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