Caetano
Luiz Foroni
Segundo alguns critérios e definições, educar
é propiciar a alguém, situações necessárias ao desenvolvimento
de sua personalidade. Educa-se para transformar,
não as pessoas, mas a forma como veem e compreendem o mundo. É prestar auxílio
na descoberta do que antes não era conhecido, pode-se promover a aptidão do
exercício da inteligência.
Educar é promover a liberdade de pensar
por si mesmo. E, pensar, é uma atividade muito complexa, que demanda
muito autoconhecimento e dedicação, é uma prática impertinente, que causa mais dissabores
que prazeres, para os que valorizam a obscuridade da sapiência.
Transformar conhecimentos do simples para
o complexo, clarear os raciocínios. É ensinar a compreender as informações
e retirar o véu que encobre a ignorância, emancipação é um ato de determinar a
vontade de aprender. A inteligência está na própria determinação,
liberdade e vontade de aprender.
Já não é mais eficaz a contextualização
avaliativa através da aquisição e acúmulo de fórmulas e conceitos, devemos
avaliar o processo, o caminho da aprendizagem e sua efetividade.
Cabe aos educadores, atuarem como facilitadores
dessa aprendizagem, como hábeis condutores na estrada para o caminho da
informação e socialização. Dar voz e vez para experiências únicas construídas
pela curiosidade juvenil e por seus rompantes de bravos descobridores das verdades escondidas na sobriedade da
sociedade acadêmica.
REFERÊNCIAS
RANCIÈRE, Jacques. Uma aventura
intelectual. In: _______. O mestre ignorante:
cinco lições sobre a emancipação intelectual. Trad. Lílian do Valle. Belo
Horizonte: Autêntica, 2002, p. 17-38.
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