Verifica-se que as políticas públicas voltadas para o
desenvolvimento tecnológico e a educação em si, tem muito mais compromisso com
as necessidades do capital que do proletariado. Refletindo os interesses da
classe dominante em manter o status quo. A tecnologia é controlada pelos interesses das
grandes corporações que financiam e subsidiam as pesquisas de desenvolvimento
tecnológico.
Fala-se do uso da tecnologia na educação, como se fosse a melhor
saída, para os dilemas enfrentados para todos os profissionais direta ou
indiretamente ligados ao processo pedagógico. Poucos se atentam que a
tecnologia está ligada à educação desde os seus primórdios. É na escola que a
sociedade tem os primeiros contatos com os inventos tecnológicos, é na escola
que a tecnologia é utilizada inicialmente como ferramenta de aprendizagem, para
ao longo do tempo se transformar em utilidades de transformação social.
A tecnologia pode, em especial, favorecer uma melhor performance
do público alvo do ensino especial, desde que haja uma verdadeira transformação
do espaço para que tal fenômeno ocorra, não falamos apenas de uma reforma
arquitetônica, mas de uma reforma espacial conceitual, onde todos os envolvidos
no processo, passem por uma transição de capacitação, treinamento e formação.
Vê-se novamente, diante da necessidade de uma política pública
bem planejada nesse sentido, pois caso contrário não será bem executada e,
portanto, seus objetivos não serão atingidos plenamente. Outro ponto necessário
é a necessidade do desenvolvimento de uma política de tecnologia social inclusiva
plena.
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